Setor de Atendimento Especial às Vítimas de Violência de Macapá é reativado (Jornal do Dia – 13/08/2015)

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O Setor Especial de Atendimento de Mulheres e Criança Vítimas de Violência voltou a funcionar em abril deste ano, no prédio da Polícia Técnico-Científica (Politec), na zona norte de Macapá. A inciativa é da Rede Abraça-me, de Proteção à Criança e ao Adolescente, Rede de Atendimento à Mulher (RAM) e Politec, com o monitoramento da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (SIMS). O objetivo é a preservação e a prestação de assistência às vítimas. Em quatro meses, 240 atendimentos de violência física e sexual foram realizados, desse total 37 eram crianças.

O serviço foi criado em 2010, ficou sem funcionar nos últimos quatro anos e foi reativado em 2015 por solicitação da SIMS. “Antes, essas vítimas eram expostas, agora são preservadas. Uma entrada discreta leva diretamente à sala de atendimento que funciona na Politec”, explicou Paulenice Rocha, gerente do Núcleo de Proteção Especial (NPE).

As avaliações e exames são feitos em local reservado, diferente de antes, quando essas pessoas ficavam expostas em um corredor de espera onde todos tinham acesso.

Segundo a psicóloga Denise Moreli, os casos mais comuns são de violência sexual contra crianças na faixa etária de três a cinco anos, geralmente violentadas por aqueles que convivem no seio familiar. “Na maioria das vezes, esses meninos e meninas chegam temerosos e fragilizados emocionalmente. E, durante o diálogo, eles acabam se abrindo”, declarou.

Todos os casos que chegam até a Politec são encaminhados de delegacias e fóruns, via judicial. “Geralmente, os pais da criança ou adolescente violentado recebem um choque muito grande. Então, nós acolhemos toda a família com o acompanhamento psicológico”, explicou Denise.

Outros serviços

Além do setor que funciona na Politec, a SIMS tem outro espaço destinado às vítimas de violência doméstica: a Casa Abrigo Fátima Diniz, um lugar restrito, que não tem o endereço divulgado para preservar as abrigadas, todas encaminhadas pela Delegacia da Mulher. O abrigo oferece acompanhamento com assistentes sociais; psicólogos, pedagogos, além de atividades como: culinária e costura. São atendidas oito mulheres por um tempo máximo de três meses.

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