Situação da violência doméstica é preocupante em município da Grande Natal (TJRN – 19/08/2016)

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Durante a realização das atividades da V Semana Justiça Pela Paz em Casa, em São Gonçalo do Amarante, a defensora pública Ana Lúcia Raymundo explicou que o Município de São Gonçalo do Amarante já têm um histórico de violência contra a mulher, apesar de já ter CREAS e CRAS, mas não tem abrigamento. Ela revelou dados preocupantes que demonstram a situação em que as mulheres da cidade se encontram. Segundo a defensora, em menos de um mês, foram desbaratados dois casos de cárcere privado de mulheres em São Gonçalo do Amarante, sendo que um foi a própria mulher que gritou e os vizinhos chamaram a polícia e, no segundo caso, a mulher fez o Disque 180 já na semana passada.

“Com isso, ela se encontra, no momento, resguardada, depois de ter sido resgatada, e por pouco não foi uma das cinco vítimas de feminicídio acontecido nos últimos seis dias no Estado do Rio Grande do Norte. Então, por isso, a gente precisa falar de gênero, precisamos falar de violência praticada contra a mulher, porque está muito grave, muito sério, e quanto mais visibilidade se dá à Lei Maria da Penha mais visibilidade se dá ao caso concreto”, externou.

A defensora pública, que também atua no Tribunal do Júri, contou que certa vez foi questionada sobre o por quê não se vê muitos casos de feminicídio no Tribunal do Júri. Ela explica que, de cinco casos que são noticiados, em dois deles os maridos foram encontrados mortos. “É porque geralmente o culpado, depois ele não vem a Juri porque aconteceu alguma coisa com ele que nós não sabemos o porquê, a gente não sabe identificar porque este tipo de violência ocorreu, se é revolta da população ou outro motivo, mas que isto está se tornando muito grave e muito contínuo, e que a violência é banalizada”, comentou.

Ela deu sua opinião sobre a cultura da violência. “Então a gente precisa desconstruir esta cultura que banaliza a violência contra a mulher, que acha que uma cantada é uma coisa bonita, o que na verdade é um desrespeito e nós precisamos valorizar a cultura da dignidade que é a consideração e o respeito que as mulheres merecem como seres humanos que são”, concluiu.

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