Sobe para 13 o número de suspeitos de estupro coletivo em Juiz de Fora (G1/Zona da Mata – 04/07/2016)

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Polícia Civil informou que dez adolescentes já foram ouvidos. Delegada responsável pelo caso ainda vai interrogar quatro jovens.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher informou, nesta segunda-feira (4), que subiu para 13 o número de suspeitos de estuprar uma adolescente, de 13 anos, em Juiz de Fora.
De acordo com a Polícia Civil, dez adolescentes com idades entre 14 e 17 anos foram ouvidos pela delegada responsável pelo caso, Ângela Fellet.

As investigações apontam que dentre esses dez adolescentes ouvidos, um de 17 anos não estaria envolvido no crime. A delegada ainda vai ouvir quatro jovens de 18, 24, 26 e 27 anos.
No dia 1º de julho a delegada disse que quatro suspeitos confessaram o estupro. Em depoimento, eles contaram que a garota quis ter relações sexuais e praticou neles sexo oral. O caso denunciado pela vítima no dia 26 de junho. Ela contou aos policiais que foi ameaçada e estuprada. Como não houve flagrante, todos os suspeitos que se apresentaram até agora foram liberados.

Adolescente saiu para festa em escola

De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO) da Polícia Militar (PM), a adolescente contou que foi a uma festa junina na escola onde estuda e saiu de lá acompanhada por uma amiga e outros dois jovens. Eles foram a uma casa abandonada no Bairro Olavo Costa, onde consentiram em ter relação sexual.

No depoimento aos militares, a vítima relatou que oito suspeitos chegaram ao local, três deles armados, e exigiram que as duas garotas fizessem sexo com eles. A amiga da vítima se identificou como irmã de um traficante do Bairro Vila Ideal e foi liberada junto com os dois rapazes.

Caso foi descoberto após vídeo

Pensando que a adolescente tinha fugido da festa em que foi liberada para ir, a família registrou o desaparecimento na manhã de domingo. Ela só foi reencontrada após um dos vídeos do estupro ser divulgado na internet e chegar ao conhecimento dos familiares.

Ainda segundo o BO, os exames do médico legista não constataram lesão na vítima resultante de relação sexual. No entanto, a delegada ainda aguarda o resultado deste laudo dos exames.

A Polícia Civil realizou uma operação na tarde do dia 28 de junho em ruas dos bairros Furtado de Menezes e Olavo Costa. No dia 29, a adolescente levou os investigadores da Polícia Civil a três lugares onde foi mantida refém e estuprada.

A Polícia Civil também teve acesso a um segundo vídeo, que teria sido feito enquanto a vítima era mantida em cárcere. A delegada informou que as imagens são fortes e bem mais contundentes que as do primeiro vídeo. A procedência de um áudio com uma voz masculina falando sobre o estupro também está sendo apurada.

A adolescente e a família dela foram atendidas na Casa da Mulher e estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar. Todos foram encaminhados a um local seguro. O resultado da apuração da Polícia será encaminhado à Vara de Infância e Juventude.

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