Sociedade civil lança projeto para enfrentamento à violência sexual na Bahia (SDH – 29/03/2017)

Cerca de 200 pessoas participaram, na última terça-feira (28), do lançamento do Projeto Down To Zero – Aliança Estratégica Pelo Fim da Exploração Sexual, no Centro Cultural da Câmara Municipal da Prefeitura de Salvador. A iniciativa surge com foco na proteção de crianças e adolescentes em cinco municípios do estado da Bahia, incluindo a capital. A diretora de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fabiana Gadelha, esteve no evento e apresentou as ações do governo federal para enfrentamento desse problema no Brasil.

O lançamento reuniu ainda representantes do Centro de Defesa Criança e Adolescente da Bahia (CEDECA – BA), do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente – CAOCA, do Ministério Público da Bahia, do UNICEF, da Rede ECPAT-Brasil, do Comitê de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e da Plan International Brasil. O público presente pôde debater sobre os principais achados da Pesquisa Sobre Enfrentamento à Exploração Sexual na Região Metropolitana de Salvador, executada e apresentada no evento pelo CEDECA – BAHIA.

Também fizeram parte do evento os grupos de jovens mobilizadores Bonde dos Sonhos e Tá Ligado Em Que, além de alunos e diretores das escolas estaduais que participam do projeto, representantes do sistema de garantia dos direitos e da sociedade civil organizada de Salvador, Camaçari e Itaparica, e das secretarias do Estado da Bahia e da cidade de Salvador.

O projeto Down To Zero atua em nove comunidades de cinco municípios da Bahia com o objetivo reduzir o número de crianças vítimas – ou em situação de risco – de exploração sexual comercial. Até 2020, além de fortalecer e monitorar as políticas públicas nos níveis locais, estadual e nacional, bem como práticas de responsabilidade social do setor turístico, o projeto também promoverá o empoderamento das crianças e adolescentes vítimas ou em risco de exploração sexual infantil, para que possam ser agentes de mudança e estarem aptas para participar de sua própria proteção.

Com informações da Plan Intenational Brasil

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