SPM defende esforço conjunto da sociedade para romper ciclo de violência contra mulheres

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Recém eleita para presidir o Supremo Tribunal Federal – STF, a ministra Carmem Lúcia presidiu a cerimônia de abertura da X Jornada Maria da Penha, realizada nesta quinta-feira (11). Presentes à Mesa estavam também o ministro Álvaro Ferro, do STJ; a secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes; a vice- Procuradora-Geral da República, Ela Wiecko; e a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Daldice Santana.

Fátima Pelaes defendeu que é preciso resgatar a dignidade da mulher, por meio da conscientização de que a sociedade é composta por entes iguais em direitos. “Ainda impera no Brasil a ideia de que os homens são superiores às mulheres. Precisamos mudar esse conceito. E a mudança carece do esforço conjunto de todos os cidadãos.”

Ao expor os números alarmantes do último balanço da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, a secretária afirmou que houve muitos avanços após a Lei Maria da Penha, mas que há um longo caminho a ser percorrido no enfrentamento à violência praticada contra as mulheres.

Para a ministra Carmen Lúcia, a Lei Maria da Penha não é apenas para proteger a mulher, e deve prestar atenção também ao agressor e às crianças que convivem em um ambiente de violência, de forma a romper o ciclo de agressividade dentro da família.

As jornadas Maria da Penha são promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça desde 2007 e têm como objetivo debater métodos mais eficazes para a aplicação da norma. Esta 10ª edição celebra os 10 anos da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) – criada para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Acesse no site de origem: SPM defende esforço conjunto da sociedade para romper ciclo de violência contra mulheres (SPM – 12/08/2016)