SPM divulga balanço da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

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(SPM – 07/08/2015) A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), realizou, de janeiro a junho de 2015, 364.627 atendimentos, sendo em média de 60.771 ao mês e 2.025 ao dia. Esse quantitativo demonstra que o serviço vem sendo acionado cada vez mais, haja vista que em todo o ano de 2014 foram registrados 485.105 atendimentos.

Leia mais: Lei Maria da Penha mobiliza sociedade em proteção à mulher (Portal Brasil – 07/08/2015)

“O fato de termos chegado próximo ao total do ano passado é uma demonstração de que o serviço cada vez mais tem sido buscado pelas pessoas que querem obter informações, tirar dúvidas sobre a Lei Maria da Penha ou fazer denúncias”, afirma a ministra da SPM, Eleonora Menicucci. Outro dado destacado pela Ministra refere-se ao número de atendimentos desde que o serviço foi criado. De 2005 a 2015, o Ligue 180 registrou um total de 4.488.644 atendimentos.

Dos atendimentos realizados em 2015 (Gráfico 1), 34,46% corresponderam à prestação de informações (principalmente sobre a Lei Maria da Penha); 10,12% foram encaminhamentos para serviços especializados; 45,93% se referem a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (telefonia), tais como: 190 da Polícia Militar, 197 da Polícia Civil e Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e 8,84% foram relatos de violência contra a mulher.

Gráfico 1

Do total de 32.248 relatos de violência contra a mulher, 16.499 foram de violência física (51,16%); 9.971 de violência psicológica (30,92%); 2.300 de violência moral (7,13%); 629 de violência patrimonial (1,95%); 1.308 de violência sexual (4,06%); 1.365 de cárcere privado (4,23%); e 176 de tráfico de pessoas (0,55%).

Cárcere privado – Em comparação com o mesmo período em 2014, a Central de Atendimento à Mulher constatou que, no tocante aos relatos de violência até junho de 2015, houve aumento de 145,5% nos registros de cárcere privado, com a média de oito registros/dia; de 65,39% nos casos de estupro, com média de cinco relatos/dia; e de 69,23% nos de tráfico de pessoas, com média de 1 registro/dia.

A capital com a maior taxa de relatos de violência foi Campo Grande (com 110 relatos de violência por 100 mil habitantes mulheres), seguida por Brasília (60 relatos de violência por 100 mil mulheres) e Rio de Janeiro (59 relatos por 100 mil mulheres).

Entre as unidades da federação, a maior taxa de relatos de violência pelo Ligue 180 foi verificada no Distrito Federal (60 relatos por 100 mil mulheres), seguida por Piauí (44 relatos por 100 mil mulheres), e Goiás (35 por 100 mil mulheres). Nos primeiros seis meses de 2015, o Ligue 180 atendeu todas as 27 unidades da federação, e 3.061 dos 5.570 municípios brasileiros (55%).

Na avaliação da equipe técnica, os dados referentes à relação entre vítima e agressor podem apontar para uma mudança cultural no tocante à representação social da violência contra as mulheres. No primeiro semestre de 2015, notou-se um aumento dos relatos de violências nas relações familiares (5%) e nas relações externas (que incluem vizinhos, amigos, colegas de trabalho), embora ainda prevaleçam os relatos de violência nas relações heteroafetivas (70,71% dos relatos).

A análise técnica indica que houve uma mudança no perfil das pessoas que ligam relatando as situações de violência. Em 2015, diminuiu o número de relatos informados pela própria vítima e houve um aumento do número de amigas (os), familiares e vizinhas (os) que ligaram para relatar violências sofridas por mulheres. Avalia-se como um indicativo da maior conscientização da sociedade para o fenômeno da violência contra as mulheres e para a desconstrução da concepção da violência, em especial a doméstica, como um assunto privado.

“Desde o advento da Lei Maria da Penha temos buscado descontruir o dito popular de que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Se o houver violência contra a mulher, tem que denunciar sim! Seja vizinho, colega de trabalho ou qualquer pessoa que tenha tomado conhecimento ou presenciado a agressão”, enfatizou Eleonora Menicucci.

Feminicídio – Outro dado destacado diz respeito à percepção de riscos por parte das pessoas que procuram o Ligue 180 para relatar casos de violência. Em 31% existem referências à percepção de risco de feminicídio. Esse dado, somado ao fato de que 75% dos denunciantes relatam episódios recorrentes de violência (com episódios semanais de agressões), remete à importância da promulgação da Lei do Feminicídio – Lei 13.104, em 09 de março de 2015.

Acesse o PDF: Balanço semestral 2015

Comunicação Social

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