Taxistas são capacitados sobre questões de gênero e violência no PA (G1/Pará – 27/10/2016)

A agressão contra travesti de 16 anos por taxistas motivou a ação. Capacitação foi firmada entre cooperativa, Sejudh, Pro Paz e grupo LGBT.

Representantes da Cooperativa dos Taxistas da Doca (Cooperdoca) reuniram na manhã desta quinta-feira (27) para firmar uma parceria com a Secretaria de Justiça de Direitos Humanos (Sejudh), a Fundação Pro Paz e o movimento LGBT (Lébiscas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis) para a capacitação dos taxistas cooperados sobre o respeito aos direitos humanos.

A reunião foi motivada depois que uma travesti de 16 anos foi agredida por um grupo de pessoas, incluindo taxistas, na madrugada do dia 20 de outubro, na avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Umarizal, em Belém. Na ocasião, as agressões foram acompanhadas por dois policiais militares que não fizeram nada.

As primeiras capacitações irão ocorrer a partir do final de novembro, com três turmas de 30 taxistas cada. A ação também inclui a realização de uma campanha educativa de enfrentamento à LGBTfobia, que será divulgada pela cidade por meio dos carros da Cooperdoca.

Segundo o gerente de Livre Orientação Sexual da Sejudh, Beto Paes, essas ações surgem com o intuito de prevenir novos casos de violência contra a comunidade no Pará.

“Quando a gente esclarece a população ou parte dela, quando a gente apresenta informações necessárias para o tratamento adequado à comunidade LGBT, a gente conscientiza as pessoas e evita novos casos lamentáveis de violência contra essa comunidade no Estado. Temos convicção de que essas ações serão de fundamental importância para darmos mais um passo na garantia da dignidade LGBT”, disse.

Duda Lacerda, representante do Movimento Social LGBT, destacou a importância dessas capacitações, principalmente para grupo de profissionais que lidam com o público diretamente.

“Precisamos conscientizar as pessoas em relação ao respeito LGBT e com isso evitar novos casos de violência, como o registrado com esta travesti”, afirmou Duda, ao citar o caso da travesti que foi espancada no centro de Belém na última semana.

De acordo com o presidente da Cooperdoca, Luiz Medeiros, a cooperativa lamenta o fato ocorrido e a forma precipitada que a assessoria divulgou o posicionamento da empresa logo após a repercussão do fato. Medeiros afirmou que a cooperativa não discrimina nenhum segmento social, é contra a violência de gênero, e geral, e sempre procura atender a todas igualitariamente.

“Essa parceria, pra gente, é muito bem vinda, porque nosso objetivo é melhorar e oferecer um serviço cada vez mais inclusivo e adequado às necessidades da população. Não compactuamos com nenhum tipo de violência, nossa cooperativa não é preconceituosa e nós vamos colaborar com as ações previstas para o próximo mês, tanto as capacitações quanto a campanha”, concluiu Medeiros.

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