Teresina tem 8 mil processos de violência contra a mulher em andamento (Meio Norte – 25/11/2015)

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Foi lançada hoje a Frente de Combate ao Feminicídio

Em comemoração ao Dia Internacional da Não-Violência contra a mulher, foi lançada, nesta quarta-feira, 25, na sede da Procuradoria Geral de Justiça, a Frente de Combate ao Feminicídio. Atualmente, em Teresina, 8 mil processos de violência contra a mulher estão em andamento.

A Frente de Combate ao Feminicídio, que é uma iniciativa inédita no país, pretende dar mais agilidade na resolutividade de crimes que envolvem todos os tipos de violência contra a mulher e vai mobilizar os órgãos da segurança e da Justiça do Estado.

A organização, que tem como coordenador o promotor Ubiraci Rocha, quer reduzir para 6 meses o tempo de duração do processo sobre violência contra a mulher, que hoje chega a ser solucionado entre 3 e 5 anos. “O que queremos é unir força para que tenhamos uma construção mais efetiva em prol da defesa da mulher e principalmente em menor tempo. Não só recorrendo a Lei Maria da Penha, mas também a própria Lei Penal que valoriza o nosso bem maior, a que é vida”, destaca Ubiraci Rocha.

Um dos convidados a fazer parte da Frente de Combate ao Feminicídio é Francisco de Jesus Lima, promotor de Justiça. Ele diz que não se pode afirmar que os números de casos de violência contra a mulher vem aumentando nos últimos anos, mas  os crimes estão sendo  denunciados.

“Não podemos dizer que os números de denuncias vêm aumentando, sendo que há alguns anos esses dados não existiam. Hoje podemos dizer que muitas mulheres estão saindo do armário e denunciando seus companheiros. Mas é claro que ainda há mulheres que sobrevivem com a violência e não denunciam por ainda não confiar no Estado e nós estamos queremos garantir a integridade dessa população”, ressalta o promotor de Justiça.

Segundo Francisco de Jesus Lima, promotor de Justiça, a organização vai atuar desde a denuncia até a resolutividade dos crimes, de forma mais ágil. “Neste primeiro momento, estamos fazendo a união dos esforços de combate à violência contra a mulher e protocolando as intenções de trabalho, que dará a harmonia necessária para uma maior celeridade na denúncia, investigação e punição e ainda fazendo mobilização de preventivas desse tipo de crime”, esclarece o promotor de Justiça.

Márcia Gabriele

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