TJ registra 20 processos de violência contra a mulher por dia no Tocantins (G1/TO – 04/08/2016)

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Dados referem-se aos seis primeiros meses deste ano. Relembre quatro casos que chocaram o estado

Algumas foram mortas, outras vítimas de estupro. Uma parte foi torturada e outra ferida dentro de casa. Os casos de violência contra a mulher são frequentes no Tocantins. Nos primeiros seis meses deste ano, o Tribunal de Justiça registrou 3757 processos envolvendo este tipo de crime. Isso significa que por dia mais de 20 processos foram abertos nas 42 comarcas distribuídas pelo estado.

Os dados revelam ainda que de 2013 até junho de 2016, foram abertos 20.690 processos envolvendo crimes contra a mulher em todo o Tocantins.

No ano em que a lei Maria da Penha completa 10 anos, o G1 relembra quatro casos que repercutiram nacionalmente. Apenas um foi julgado, dois seguem em tramitação e o outro continua sem solução, pois o suspeito ainda não foi identificado.

Kelle é estuprada e estrangulada dentro de quitinete em Palmas

No dia 15 de agosto de 2014, Kelle Maria Araújo Silva, de 29 anos, foi encontrada morta dentro de casa, na quadra 706 Sul, em Palmas. Ela estava com sinais de estrangulamento, hematomas na face e suspeita de violência sexual.

Na época, a Polícia Militar disse que a vítima foi amarrada por volta da meia-noite e em seguida agredida e violentada sexualmente. Depois disso somente às quatro da manhã foi estrangulada e morta.

Welton Osorio da Silva, de 22 anos, foi preso no dia seguinte e fez deboches. “Eu estuprei mesmo e matei mesmo. Vou ficar mais ou menos uns três meses, mas nem que demore um pouco não vou reclamar. Pelo menos a gente engorda”, disse.

Ele foi condenado a 46 anos de prisão e está na Casa de Prisão Provisória de Palmas. O outro réu, João Lopez, 41 anos, foi absolvido pois não participou do assassinato. Ele era vizinho da vítima e na época, a polícia disse que ele teria facilitado a entrada de Silva na casa.
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Ana Lúcia morta na frente do filho de 3 anos

A vendedora Ana Lúcia Feitosa, 23 anos, foi morta com sete facadas no dia 17 de outubro do ano passado, em uma quitinete, na quadra 604 Sul, em Palmas. Vizinhos disseram que o filho dela de 3 anos viu a mãe morrer. Após o crime, o menino foi encontrado chorando.

Antes do crime, os vizinhos ouviram uma briga. Era Ana Lúcia e o marido Cleones da Silva Sousa, 42 anos, acusado do homicídio. Após o assassinato, ele fugiu e foi encontrado no dia 12 de fevereiro deste ano. Ele estava na zona rural de Caruaru (PE), tinha adotado um nome falso e mudado a cor dos cabelos para despistar a polícia.

Segundo o Tribunal de Justiça, ele foi pronunciado para ser julgado pelo júri, mas recorreu. O recurso ainda não foi analisado pelo órgão.
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Irene é estuprada e morta com 18 facadas por homem desconhecido

Ao descer do ônibus no dia 12 de junho de 2015, Irene Barroso Costa, de 40 anos, foi abordada por um homem não identificado. Ela foi arrrastada para uma construção abandonada no Jardim Aureny III, região sul da capital, onde foi estuprada e morta com 18 facadas. O crime aconteceu perto da casa onde morava.

O marido Claudemir Ferreira Barroso chegou ao local e encontrou a mulher ainda com vida. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.
Na época a polícia divulgou um retrato falado do suspeito. Mais de um ano depois do crime, ele ainda não foi encontrado. Ao G1, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP) informou que o caso ainda está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. A polícia ainda procura pelo suspeito.
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Heidy é morta a golpes de faca dentro de casa

No dia 6 de dezembro de 2014, parentes tiveram que pular o muro de uma casa na quadra 1.204 Sul, em Palmas, para saber notícias sobre Heidy Aires Leite Moreira Borges. Ao entrarem no local, encontraram a mulher morta dentro do quarto. Ela foi morta com quatro golpes de faca que atingiram o pescoço e o tórax da vítima.

O marido, o contador Allan Moreira Borges, de 37 anos, é o principal acusado do crime.

Conforme aponta o inquérito policial, após o crime, ele teria tomado banho na suíte do quarto do casal, onde posteriormente foram encontrados vestígios de sangue no ralo e no registro do chuveiro.

Em maio deste ano, foi divulgado o resultado de um lado que comprova que o material coletado na mão da professora coincide com a genética do marido. O resultado mostra indícios de que a professora teria tentado se defender das agressões do marido antes de morrer. No corpo do suspeito, a polícia encontrou arranhões, que teriam sido provocados por Heidy.

O Tribunal de Justiça do Tocantins informou que Allan foi pronunciado para ser julgado pelo Júri Popular e recorreu. O recurso ainda não analisado pelo órgão.
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