TJDFT cria grupos reflexivos para autores de violência contra a mulher (TJDFT – 04/05/2016)

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O TJDFT, por meio do Centro Judiciário da Mulher – CJM/TJDFT, criou grupos reflexivos para autores de violência doméstica e familiar junto aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ceilândia e o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Taguatinga. O primeiro grupo foi aberto nessa terça-feira, 3/5, em Taguatinga.

A iniciativa está amparada na Lei Maria da Penha, que recomenda a criação e a promoção de centros de “educação” e “reabilitação” para os agressores. Além disso, os magistrados que atuam na área poderão, a título de medida protetiva de urgência, determinar o comparecimento obrigatório do agressor para atendimento psicossocial e pedagógico, como prática de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

O grupo reflexivo para autores de violência doméstica e familiar é um modelo de intervenção que tem por objetivo contribuir para a diminuição da reincidência dos casos de violência contra a mulher por parte dos agressores, tanto em seus relacionamentos atuais quanto nos futuros. Para isso, os facilitadores buscam reduzir as crenças legitimadoras e perpetuadoras do uso de violência em relações domésticas e familiares e as justificativas para comportamentos abusivos. Busca-se também promover a ampliação da visão de mundos dos participantes no que tange a violência, gênero, masculinidade e direitos. A fim de aferir a efetividade do trabalho, os participantes passam por avaliação do nível de estresse no início e no final das reuniões. Outro ponto avaliado é a percepção social de cada um em relação à tolerância quanto à violência contra a mulher.

Os grupos são coordenados pelo supervisor em exercício do CJM, João Wesley Domingues, com a participação da Assistente Social do CJM, Márcia Borba, e da psicóloga Regina Lúcia Nogueira.

O primeiro grupo reflexivo, realizado no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Taguatinga, contou com a presença da juíza titular Luciana Lopes Rocha e da psicóloga Márcia Maria de Oliveira Costa, do Serviço de Assessoramento aos Juízos Criminais – SERAV, que participaram da abertura do evento.

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