Tribunal do Júri condena a mais de 17 anos homem que matou a esposa (JC Net – 08/07/2016)

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Reginaldo da Rocha confessou ter asfixiado sua mulher, cujo corpo foi encontrado no dia 30 de outubro de 2014 em um terreno baldio, em Agudos

Réu confesso, Reginaldo da Rocha foi condenado, na última terça-feira, a 17 anos e 6 meses de reclusão por matar sua esposa, Gislaine Cristina dos Santos Pereira da Rocha, de 33 anos. O corpo da vítima foi encontrado no dia 30 de outubro de 2014, em um terreno baldio localizado no Jardim Pampulha, a aproximadamente 80 metros da residência onde o casal vivia, em Agudos (13 quilômetros de Bauru).

Conforme consta na sentença do juiz Ricardo Venturini Brosco, da 1.ª Vara Judicial de Agudos, o réu demonstrou “frieza emocional, pois o crime foi praticado na presença da filha do casal”. O magistrado concluiu que tanto a personalidade quanto a culpabilidade de Reginaldo exigiam punição proporcional à gravidade do crime que ele cometeu. Na primeira fase da dosimetria da pena, Brosco a fixou em 14 anos de reclusão, acima do mínimo legal.

Já na segunda etapa do cálculo, o juiz concluiu que a punição deveria sofrer acréscimos, já que há quatro agravantes: motivo torpe, uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima, crueldade e reincidência. Porém, um dos agravantes foi compensado pela confissão. Portanto, o réu foi condenado a 17 anos e 6 meses de reclusão, a serem cumpridos, inicialmente, em regime fechado.

O magistrado também estabeleceu que Reginaldo não poderá recorrer de sua sentença em liberdade, já que, se isso, de fato, ocorresse, “serviria de estímulo à prática de outros crimes e espalharia verdadeira sensação de impunidade”. Ontem à tarde, a reportagem tentou entrar em contato com o advogado que defendeu o réu, mas ninguém atendeu os telefonemas em seu escritório.

O caso

Conforme o JC noticiou na edição do dia 31 de outubro de 2014, menos de 12 horas após brutal assassinato de uma mulher de 33 anos por asfixia, com indícios de violência sexual, a Polícia Civil de Agudos reuniu provas do envolvimento de seu marido no crime.

Na delegacia, ele acabou confessando que matou a esposa durante uma briga, que foi motivada pela descoberta recente de uma traição. Reginaldo disse, ainda, que tentou simular cenário de estupro seguido de homicídio.

Gislaine Cristina dos Santos Pereira da Rocha foi encontrada já sem vida no dia 30 de outubro de 2014. Segundo a polícia, ela estava apenas de sutiã e blusa, mas parte dos seus seios estava exposta.

Na época, o JC apurou que Reginaldo era ex-policial militar e atuou em Agudos, Lençóis Paulista e Borebi. Contudo, a informação não foi confirmada pelas Polícias Civil e Militar.

Cinthia Milanez

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