Tribunal do Júri de Contagem (MG) julga o ex-goleiro Bruno pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio

Entra na fase final o julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado de ser o mandante dos crimes de sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada, Eliza Samudio, para não ter de reconhecer o filho que teve com a jovem, e nem pagar pensão alimentícia. Bruno está sendo julgado em Contagem (MG), juntamente com a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, que responde pelo sequestro e cárcere privado do filho da modelo. Nove pessoas são acusadas de participação na morte de Eliza Samudio. Três envolvidos já receberam sentença e cinco réus vão a júri em 2013.

O julgamento dos acusados pelo assassinato de Eliza Samudio é uma resposta ao clamor e luta da sociedade no combate a todas as formas de violência contra a mulher e pelo fim da impunidade dos agressores, objetivo da Campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, lançada em 2012, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Ministério da Justiça e parceiros do Sistema de Justiça. Acelerar os inquéritos e julgamentos nos processos de agressão, estupro e assassinato de mulheres, responsabilizando os autores, é uma meta que se busca incessantemente para inibir esses crimes, seja pela conscientização, denúncia e efetiva aplicação da Lei Maria da Penha. “A atuação da campanha é no sentido de que a violência doméstica seja denunciada, enfrentada e coibida”, afirma a secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da SPM-PR, Aparecida Gonçalves.

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Assassinatos de mulheres no Brasil: segundo o Mapa da Violência 2012 (CEBELA/FLACSO/Instituto Sangari), de 1980 a 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres, sendo que 73% desses crimes ocorreram dentro da residência da vítima e 92% foram cometidos por companheiros, cônjuges ou namorados. Esses dados tornam o Brasil o 7º país no ranking mundial de assassinatos de mulheres, apesar de contar com legislação avançada, como a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que visa coibir a violência contra a mulher nos âmbitos doméstico e familiar e estabelece punição para além da agressão física, incluindo as formas sexual, moral, psicológica e patrimonial.

Ligue 180: Nos seis anos da Lei Maria da Penha, o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), registrou mais de três milhões de atendimento, dos quais 52% com risco de morte em relatos de violência contra as mulheres. Estudo da ONU aponta que um bilhão de mulheres sofre maus-tratos e abusos, principalmente no ambiente familiar em todo o mundo.

Quem faz a Campanha Compromisso e Atitude
São instituições parceiras da Campanha o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, o Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça, o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça, o Conselho Nacional de Defensores Públicos-Gerais e o Conselho Nacional do Ministério Público.

Por Josi Negreiros
Assessora de imprensa da Campanha Compromisso e Atitude