Universidade Federal da Paraíba investiga apologia a estupro em trote (O Globo – 19/07/2016)

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Alunos de Engenharia Química forçaram as calouras a usar placa com a frase “miss estupra”

A Comissão de Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) investiga um caso de apologia ao estupro durante um trote de estudantes na última sexta-feira. Segundo a estudante que fez a denúncia, alunos do curso de Engenharia Química forçaram as calouras a usar uma placa com a frase “miss estupra”.

Em reunião nesta terça-feira com direção do Centro de Tecnologia e a coordenação do curso de Engenharia Química, a comissão também decidiu que promoverá palestra para os estudantes dos cursos do Centro de Tecnologia para discutir e conscientizar sobre a cultura de estupro.

O professor Estevão Martins Palitot, do Departamento de Ciências Sociais da UFPB) denunciou o caso no Facebook e defendeu a investigação e punição dos responsáveis. Para ele, “é inadmissível que numa instituição educacional tal tipo de humilhação e violência ocorra e seja naturalizada”.

“A placa da foto estava sendo colocada no pescoço de alunas “feras” (calouras) como parte das “brincadeiras” que de uns anos pra cá se tornaram mais comuns na recepção de novos alunos na UFPB. É inadmissível que numa instituição educacional tal tipo de humilhação e violência ocorra e seja naturalizada. Que o caso seja investigado, os responsáveis punidos e que essas práticas deixem de ocorrer. Precisamos interromper a cadeia de reprodução da cultura do estupro”, escreveu no Facebbok.

No Facebook, os alunos criticaram o trote. Alguns pediram inclusive o jubilamento dos estudantes envolvidos no caso.

“Que absurdo, isso é nojento, surreal! O mínimo que deveria acontecer com esses alunos era serem jubilados, o mínimo”, escreveu uma internauta.

Outro aluno falou a respeito da cultura do estupro que, segundo ele, está banalizada na sociedade:

“Banalização do estupro. Não sei o que se passa na cabeça de alguém que acha isso minimamente engraçado.”

Até o momento, o post do professor que denunciou no Facebook já teve mais de 200 compartilhamentos.

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