Vara de Proteção à Mulher dá início à edição 2016 do projeto “Conscientização e Prevenção da Violência Doméstica e Familiar” (TJAC – 03/06/2016)

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Caráter informal das palestras do projeto visa o processo de empoderamento das mulheres para a erradicação da violência doméstica e familiar.

A Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco deu início nesta sexta-feira (3), no bairro Santa Helena, à edição 2016 do projeto “Conscientização e Prevenção da Violência Doméstica e Familiar”.

A atividade de abertura, realizada na unidade feminina da Associação de Parentes e Amigos de Dependentes Químicos (Apadeq), foi conduzida pela juíza de Direito titular daquela unidade judiciária, Shirlei Hage, juntamente com a juíza de Direito substituta Ana Saboya.

Também participaram o coordenador da Apadeq, Antônio Balica, as integrantes da equipe multidisciplinar da Vara de Proteção à Mulher Cleudina Gomes, Ane Feitosa e Luana Albuquerque, bem como as representantes do Ministério Público do Acre (MPAC), Lenira Pontes e Rosalina Pinheiro.

conscientizacao-prevencao-violencia-domestica-familiar-tjac-jun16-1Shirlei Hage destacou o caráter informal das palestras do projeto e assinalou a importância do próprio processo de empoderamento das mulheres para a erradicação da violência doméstica e familiar.

“Dessa vez nós pretendemos ir a alguns locais que geralmente não íamos: às entidades e comunidades terapêuticas, aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), para lidar diretamente com aquelas pessoas que, de alguma forma, já estão vivenciando uma situação problemática. Queremos falar sobre as questões das leis, é claro, mas também tirar as dúvidas delas e falar do próprio empoderamento da mulher, mostrar a importância da independência, tanto financeira quanto emocional para que elas possam viver bem”, disse a magistrada.

A magistrada auxiliar da Vara de Proteção à Mulher, Ana Saboya, também ressaltou os propósitos da campanha e fez questão de deixar uma mensagem positiva para as mulheres que lutam contra a dependência química.

“Vocês estão aqui porque querem lutar, são guerreiras. Nós, mulheres, temos um papel fundamental na sociedade, mas é preciso que nos amemos antes. Nós temos muita fé que vocês vão superar essa etapa. Sigam firmes, não esmoreçam. Essa é uma grande oportunidade”, considerou.

A interna E. de L., 52, falou de alegria e esperança ao comentar a escolha de realização da atividade na sede da Apadeq feminina.

“Eu achei essa atividade de grande importância, principalmente para nós, que às vezes nos sentimos abandonadas, isoladas do mundo; de repente, vocês vêm aqui, mostram preocupação com os nossos direitos, nos privilegiam, trazem informações importantes para as nossas vidas. Eu realmente fico até emocionada. Gostei muito e tenho certeza que cada uma das meninas aqui também gostou”, disse E.

As palestras do projeto “Conscientização e Prevenção da Violência Doméstica e Familiar” se estenderão até o dia 21 de outubro. Serão realizadas atividades nas unidades feminina e masculina da Apadeq, na Comunidade Arco-Íris (casa terapêutica) e nos Cras dos bairros Calafate, São Francisco, Sobral e Tancredo Neves, as quais devem beneficiar, ao todo, um público estimado de pelo menos 200 homens e mulheres, com idades entre 18 e 60 anos.

Dentre os vários temas que serão abordados estão: Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), violência de gênero, machismo, patriarcalismo e a história dos movimentos sociais no Brasil.

Café da manhã

Um delicioso café da manhã marcou o início das atividades desta sexta-feira (3). O desjejum foi preparado especialmente pelas internas da Apadeq feminina para a equipe da Vara de Proteção à Mulher. No cardápio: bolos, frutas, sucos, pães, tapioca e até iogurte natural produzido na própria comunidade terapêutica.

O momento se converteu em uma oportunidade de maior aproximação entre os representantes do Poder Judiciário e a comunidade, em um belo exemplo de que a Justiça do terceiro milênio não se restringe apenas ao julgamento de ações, despachos e pautas judiciais, mas sim, busca assumir, cada vez mais, sua responsabilidade social na defesa dos interesses dos cidadãos.

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