Violência contra a mulher é o segundo crime mais praticado no Piauí, diz PM (Portal O Dia – 12/09/2016)

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Diante dos altos índices de violência doméstica, Polícia Militar e Ministério Público Estadual assinaram termo de cooperação para capacitar policiais no atendimento às vítimas.

A violência contra a mulher representa o segundo maior índice de crimes praticados no Piauí, de acordo com a Polícia Militar. Agressões domésticas e feminicídios perdem apenas para o tráfico de drogas no que diz respeito às ocorrências recebidas no 190. A informação é do comandante da PM, coronel Carlos Augusto Sousa.

De acordo com o comandante da PM, coronel Carlos Augusto, a violência contra a mulher responde pelos segundos maiores índices de criminalidade do Estado (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

De acordo com o comandante da PM, coronel Carlos Augusto, a violência contra a mulher responde pelos segundos maiores índices de criminalidade do Estado (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Diante desta constatação, Polícia Militar, Ministério Público e o Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher firmaram um termo de parceria com o objetivo de capacitar policiais militares para a abordagem às vítimas destes tipos de crime e a seus agressores. Assinaram o termo o procurador-geral de Justiça do Estado, Cleandro Moura, o promotor de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Francisco de Jesus Lima, o comandante da PM, coronel Carlos Augusto, e a psicóloga Cinara Veras, que vai fazer o acompanhamento das vítimas.

“Estamos buscando essa parceria porque é a Polícia Militar que primeiro faz a abordagem e queremos ir além da simples prisão do agressor e acolhimento da vítima. Queremos traçar o perfil deles e, a partir disso, estabelecer políticas públicas efetivas voltadas para a prevenção deste tipo de violência. Vamos abordar essas ocorrências em três planos: o social, o jurídico e o psicológico e fazer desses policiais agentes transformadores nesse sentido”, explica o promotor Francisco de Jesus.

O promotor Francisco de Jesus Lima afirma que o objetivo do projeto é capacitar militares para abordagem às vítimas de violências doméstica (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

O promotor Francisco de Jesus Lima afirma que o objetivo do projeto é capacitar militares para abordagem às vítimas de violências doméstica (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

A capacitação começará a partir do próximo dia 14, com uma palestra no Centro de Educação Profissional (CEP) da Polícia Militar, onde vão se reunir os policiais que trabalham na parte ostensiva, em viaturas e nas ruas de Teresina. Inicialmente, serão capacitados mil policiais, mas esse número será ampliado gradativamente à medida que o projeto for apresentando resultados. “Vamos começar primeiro pela capital e depois seguiremos com a interiorização dessa ação. Nós queremos subsidiar as tropas com mais informações de forma contextualizada para melhorar esse atendimento às famílias vítima deste tipo de violência”, explica a capitã Joseline Alves Dias, do CEP.

A capitã Joseline Dias explica que o projeto começa por Teresina e será interiorizado à medida que surgem os resultados (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

A capitã Joseline Dias explica que o projeto começa por Teresina e será interiorizado à medida que surgem os resultados (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Para o coronel Carlos Augusto, a parceria com o MP vai dar os encaminhamentos necessários para uma melhor prestação de serviço por parte da Polícia Militar. Ele cita o exemplo de Parnaíba, onde o Comando da cidade formou um grupo especializado para acompanhar casos de violência doméstica no que diz respeito à fiscalização das medidas determinadas pela Justiça o combate ao crime. “Nós temos que nos inserir cada vez mais nessas diversas modalidade criminais e precisamos capacitar a PM como um todo porque é grave isso no nosso Estado e temos que reverter essa situação”, finaliza o coronel.

A psicóloga Cinara Veras diz que a intenção é dar um tratamento humanizado às vítimas de violências doméstica (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

A psicóloga Cinara Veras diz que a intenção é dar um tratamento humanizado às vítimas de violências doméstica (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Já a psicóloga Cinara Veras, que fará o acompanhamento das vítimas de violência doméstica, afirmou que o objetivo principal é que seja realizado um acolhimento humanizado para que as mulheres possam ter referências e essa segurança, segurança pública, no andamento do processo.

Por: Maria Clara Estrêla

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