Violência contra a mulher vira tema de disciplina escolar em Sergipe (G1/SE – 06/03/2013)

Clique para assistir à reportagemO Brasil é o 84º país na lista dos países com o maior índice de violência contra a mulher, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geográfia e Estátistica (IBGE), Sergipe está na 12ª posição no ranking dos estados brasileiros com maior número de homicídios femininos.

Para tentar mudar essa realidade o Conselho Estadual de Educação de Sergipe colocou em prática uma estratégia, os alunos das redes pública e particular vão passar a ter aulas sobre os direitos da mulher. A resolução que inclui a matéria no currículo escolar foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (5).

A medida tem como objetivo levar as escolas das redes públicas e particular de ensino assuntos relativos ao direito da mulher e preparar melhor crianças e adolescentes para o futuro. “ Nós entendemos que a educação tem que estar voltada aos interesses sociais e os índices crescentes da violência contra a mulher são assustadores”, diz a presidente do Conselho Estadual de Educação em Sergipe, Eliana Borges.

Segundo ela, as escolas têm a liberdade de escolher como trabalhar o conteúdo na sala de aula, podendo ele fazer parte de alguma disciplina ou até mesmo ser discutido de forma isolada.

As instituições de ensino serão monitoradas pelo Conselho durante a implementação do processo. “Dada à necessidade social nós não acreditamos que as escolas em Sergipe vão demorar a fazê-lo, pois nós temos uma educação que prioriza os interesses sociais”.

Numa escola partícula da capital sergipana, o assunto já é discutido com os estudantes dentro da disciplina de filosofia.

De acordo com a diretora pedagógica, Silvia Santana a questão será reavaliada para ver se existe a necessidade da criação de uma disciplina especifica. Ela considera o assunto importante no processo educacional do aluno.“ Nós temos acompanhamento psicológico e psicopedagógicos. A família também tem acompanhamento sempre que percebemos que um aluno tenha presenciado alguma cena de violência doméstica com relação a mulher”.

Os alunos que já fazem parte do novo processo aprovam a medida “A agressão a mulher é um direito que é extremamente violado”, diz a estudante Natasha Resende. O colega Felipe Fonseca concorda e fala sobre a importância da discussão em sala de aula. “ É um tema importante para que se evite esses problemas que acontecem hoje em dia e o preconceito com elas no trabalho. A violência contra a mulher vai diminuir gradativamente”, aposta.

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