Violência contra as mulheres é pauta em reunião intersetorial em Itapema (Notícia Já -17/07/2016)

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Os encontros intersetoriais que iniciaram no segundo semestre de 2015 seguem acontecendo uma vez por mês em Itapema.

Os encontros intersetoriais que iniciaram no segundo semestre de 2015 seguem acontecendo uma vez por mês em Itapema. Nele profissionais de várias áreas debatem sobre os vários tipos de violência. A atividade é uma organização das Residentes Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde da Família, da UNIVALI que atuam no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Ariane Silva e Mayara Schmidt, em parceria com o setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.

Na última quarta-feira (13) aconteceu o 7º encontro para promover discussões que fortalecem o trabalho em rede, onde o tema principal foi o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica com a participação especial de dois funcionários da Polícia Civil, a Escrivã Thais Fernanda Simas Bresciani e Psicólogo Renato Weber, que colaboraram para os esclarecimentos de diversas dúvidas dos participantes. Estiveram presentes no encontro os gestores da Secretaria de Educação, profissionais da Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Habitação e da Secretaria de Saúde.

A temática desde 7º encontro explicou como as vítimas, mulheres, realizam a ocorrência da violência doméstica, sendo ela física ou psicológica, através da Lei Maria da Penha. Os funcionários da Polícia Civil esclareceram todas as dúvidas sobre o procedimento do boletim de ocorrência, medidas protetivas, intimação, resolução, funcionamento de serviços de atendimento e como é dado o acompanhamento sócio-psicológico para as vítimas. Além disso, foram abordadas ideias para melhoramento da realização do corpo de delito das vítimas e abrigo para o acolhimento.

A reunião aconteceu de forma interativa com os profissionais da rede de atenção às pessoas vítimas de violência e trouxe um material que visa fazer os profissionais se conhecerem melhor para que possam interagir e debater métodos para a melhoria do atendimento da rede, fazendo assim com que todos se interliguem e compreendam melhor a utilidade de cada serviço. O debate de ideias e apresentação de novos métodos servem para o melhoramento da funcionalidade da rede e atendimento de todas as necessidades de pessoas que sofrem violência, passando mais informações para as mesmas. Ações como esta são sempre pensadas para ajudar a vítima.

A Escrivã da Policia Civil, Thais Fernanda Simas Bresciani, conta sobre a importância de falar sobre a temática da violência contra a mulher e dar voz para as mulheres na sociedade. “Eu acho que para melhorar o atendimento como um todo da população que, é quem merece uma atenção especial, nós precisamos fortalecer realmente essa rede de atendimento às pessoas vítimas de violência e através dessas reuniões que nós conseguimos isto. Também é muito importante que a gente incentive a mulher a denunciar os casos de violência, dando suporte e fazendo com que ela participe e seja mais atuante na sociedade”, afirmou Thais Fernanda Simas Bresciani.

O Psicólogo, Renato Weber, explicou como é trabalhado os casos de violência na área de psicologia juntamente com a autoridade policial. “O objetivo da psicologia na polícia do Estado de Santa Catarina é trabalhar justamente as formas de atendimento às pessoas que chegam à delegacia com determinado caso de violência, trabalhando formas de acolhimento junto à equipe da delegacia, junto à autoridade policial, de uma maneira que a gente consiga atender melhor essa pessoa nas suas características e circunstancias para daí tentar fazer um melhor atendimento de criminalização possível para a pessoa”, afirmou Renato Weber.

A Residente de Psicologia do NASF, Ariane Silva, relembrou a ideia que incentivou a criação das reuniões e a importância que elas têm para a rede. “Os encontros iniciaram no ano passado quando vimos que não chegavam as notificações de casos de violência na vigilância e, sendo assim, não teria como justificar a necessidade de um serviço se não tem um número que comprove a violência, daí vimos que seria interessante prepararmos esse material para apresentar aos profissionais e eles saberem quais os serviços do município em cada setor. Então, com estas reuniões eles podem descobrir como melhorar o encaminhamento e o atendimento das pessoas que sofreram a violência e já estão totalmente fragilizadas, construindo de forma compartilhada as ferramentas de atuação” afirmou Ariane Silva.

Ainda sobre a importância das reuniões, a Residente de Fisioterapia do NASF, Mayara Schmidt completa. “Os serviços que compõem a rede precisam se conhecer bem, porque a partir do momento que eles se conhecem e sabem as atribuições que são pertinentes a cada um e, que muitas vezes algumas destas atribuições são parecidas entre um e outro, eles podem estar se conversando para realmente melhorar todo o procedimento. Uma rede é composta através da comunicação de todos os serviços, então desde que esses profissionais se apresentem para o restante, a rede se torna conhecida e tem uma eficácia maior” concluiu Mayara Schmidt.

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