Violência doméstica atinge 250 mulheres em quatro meses em Parintins (O Jornal da Ilha – 10/05/2015)

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O crime de violência doméstica atingiu segundo dados oficiais, 250 mulheres em Parintins entre os meses de janeiro a abril deste ano. A estatística é do setor de Assistência Social da Delegacia Interativa de Polícia e refere-se apenas aos casos em que as vítimas buscam apoio das autoridades policiais.

A violência contra o sexo feminino, no entanto, pode ser ainda mais alarmante uma vez que muitas vítimas evitam denunciar por vergonha ou medo seu agressor. As formas e armas usadas variam de acordo com o ‘ânimo’ do agressor. A assistente social Nalva Pinheiro os números referem-se a violências físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais. Vão desde socos, pontapés, mordidas, ameaças, facas e outras armas.

Periferia

Dados preocupantes divulgados pelas polícias Civil e Militar, há duas semanas, é que as estatísticas apontam a maior incidência de crimes contra a Mulher nos bairros Paulo Corrêa, União e Itaúna II.

Na avaliação do delegado, Reinaldo Figueira, “a situação de violência doméstica geralmente é desencadeada em razão de consumo excessivo de bebida alcoólica ou consumo de entorpecentes”.

Prevenção

O Delegado informa que palestras estão sendo ministradas pela própria Polícia em escolas, associações de bairro e outros locais que são solicitados na Delegacia Interativa de Polícia, falando sobre os direitos e o que fazer no caso de alguém sofrer algum tipo de violência doméstica.

Reinaldo Figueira comenta que “As palestras servem para prevenir e informar a população sobre essa prática de crime. Futuramente vamos fazer um trabalho social nesses bairros no sentido de poder minimizar esses números de ocorrências de violência doméstica que vem acontecendo com freqüência na cidade, principalmente nos finais de semana”.

Visitas

Reinaldo destaca o trabalho capitaneado na Delegacia Especializada. E destaca que “realizamos visitas em Residência das mulheres que já sofreram esse tipo de violência e estamos fazendo essas visitas de forma preventiva, para que esse tipo de crime não volta a acontecer”.

Carlos Frazão

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