Violência doméstica aumentou neste início de ano (Correio do Povo do Paraná – 17/03/2016)

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Na primeira reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, o grupo reuniu autoridades para discutir a violência doméstica em Laranjeiras do Sul. Junto do delegado chefe da 2ª SDP, Helder Lauria e da policial militar Vivian Oro, a Lei Maria da Penha foi clarificada às conselheiras, assim como apresentado os números de 2016 em relação aos registros de casos de agressão contra a mulher.

No encontro, as assistentes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) expuseram algumas dúvidas e anseios quanto as situações que atendem e as atitudes a tomar. A presidente do conselho, Terezinha Penafiel, reforçou que o ano terá muitas ações nas datas relevantes a causa que defendem e uma parceria com escolas já está sendo viabilizada.
“No dia 30 de abril comemora-se o Dia Nacional da Mulher, por ser um sábado provavelmente na sexta-feira (29) estaremos fazendo uma ação de grande porte no município, com apoio de outros órgãos também”, afirmou.

Machismo
Uma das bandeiras levantadas pelas conselheiras é a instalação da Delegacia da Mulher ou ao menos um atendimento especializado àquelas que pedem ajuda para a Polícia Civil.
Flávia Regina Silva, membro do conselho, enfatizou que a violência é apenas a consequência, a causa do problema segue sendo o machismo que as próprias mulheres tem. “A luta é para desconstruir o machismo. Que as mulheres deixem de pensar que ser agredida é normal”, disse.
O delegado Lauria completou informando que grande parte dos casos são solucionados a partir da denúncia efetiva das vítimas. “Temos que encorajá-las a representarem contra o agressor”, reiterou.

Visitas
A soldado Vivian frisou que a intenção da Polícia Militar é trabalhar com visitas e formar uma rede de auxílio com todos os órgãos interessados, além de levar isso para dentro das casas. “O projeto baseia-se em visitas, na tentativa da coibição da ação violenta e mostrar às mulheres que podem contar conosco. A reincidência das agressões ainda é grande e muitas situações não chegam até nós”, sobressaltou a policial.

2016
Em outubro de 2015, a Polícia Civil divulgou dados sobre a violência doméstica em Laranjeiras do Sul e região. Naquele momento, os dias de maior registro de casos eram quinta-feira e sábado. Já nesses três meses de 2016, o início da semana se tornou o ‘foco’ dos agressores (de segunda a quarta-feira).

Quanto aos registros de Boletins de Ocorrências, Lauria comenta que houve mais que no mesmo período do ano passado. “Entre janeiro e março de 2015, foram 27 casos em 2015. Agora já temos 32, sendo 15 de ameaças verbais seguido de dez com agressão física. O alcoolismo também é um dos fatores que colaboram com a ação contra a mulher”, notificou.
Sobre dados nacionais, ele colocou que por ano, um milhão de mulheres são agredidas no Brasil, porém a questão é outra. “O mais preocupante são as que não estão no papel”, acrescentou.

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