Violência doméstica dispara no período de férias em Franca (GCN – 15/01/2015)

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Brigas por causa de bebida, fim de relacionamento, agressões constantes, relações extraconjugais e uso de drogas. Esses são alguns dos motivos alegados por vítimas que procuraram a Polícia Civil nos últimos dias em busca de um basta para a situação de violência e medo que tem vivido. É justamente nos meses em que as pessoas passam mais tempo em casa que a violência doméstica aumenta.

Segundo a delegada Graciela Ambrósio, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), vários fatores influenciam. Entre eles, o número de separações e o tempo ocioso. “Quando um casamento acaba, pelo histórico de agressões, muitos filhos voltam a morar com suas mães e passam a bater nelas também. O tempo livre causa mais discussões. Por isso, sempre nos deparamos com mais situações absurdas nos fins de semana e nas férias.”

Para ilustrar a gravidade, Graciela destacou dois casos dos últimos dias: o do filho que esfaqueou o pai e o do homem que torturou uma idosa de 68 anos.

Um garoto, 16, cansado de ver a mãe, 40, apanhar, desferiu um golpe de faca nas costas do pai, 37. O caso foi no último domingo, no City Petrópolis. O homem, alcoólatra e usuário de drogas, foi levado até a Santa Casa e o estudante ficou em liberdade pois, segundo a Polícia Civil, agiu em legítima defesa da mãe.

E, mesmo após ter se arriscado e esfaqueado o pai para defendê-la, o menino viu a mulher retornar para o acusado. “Um dos nossos investigadores informou que ela foi para o hospital e ficou com ele, que a agride sempre”, disse a delegada.

O outro caso envolveu um servente, 47, que promoveu uma sessão de tortura contra a própria mãe, uma aposentada, 68. Segundo sua irmã, na segunda-feira, ele arrastou a idosa pelos braços até jogá-la com força na cama e ficou pisando em cima de sua perna, que se quebrou justamente pela agressão. Além disso, pegou uma faca, a ameaçou, e só parou porque a polícia o prendeu.

Marido e mulher

Na madrugada de ontem, uma briga de casal também entrou nas estatísticas da DDM e será investigada. Uma mulher, 21, e o marido, 33, foram para o Plantão Policial após ela ser arrastada pelos cabelos para fora da casa onde moram com os dois filhos, no Jardim Elimar. A vítima disse aos policiais que o acusado chegou bêbado e se desentenderam. Ele, por sua vez, alegou que a mandou embora porque ela desferiu um tapa em seu rosto. “Esses casos são muito comuns, mas são abusivos. Por isso, cobramos atitude da mulher de não seguir com esse tipo de relação e denunciar”, afirmou Graciela.

Marcella Murari

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