Violência Doméstica se torna comum em Lucas (MT Agora – 12/01/2016)

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A dependência emocional e financeira é apontada muitas vezes como um empecilho para as denuncias e a continuidade dos procedimentos

Nem mesmo as conquistas com a edição da Lei chamada “Maria da Penha” fizeram com que as mulheres se sentissem à vontade para denunciar maus tratos e violência domestica. A dependência emocional e financeira é apontada muitas vezes como um empecilho para as denuncias e a continuidade dos procedimentos.

A própria farmacêutica que deu o nome à lei demorou mais de 20 anos para denunciar as agressões do companheiro. Depois de duas tentativas de homicídio, uma com disparos de arma de fogo que a deixaram paraplégica e outra por afogamento e eletrocussão, Maria da Penha procurou ajuda e o marido foi punido.

A Lei Maria da Penha reduziu em 10% o índice de homicídios cometidos contra mulheres em ambiente doméstico, e é considerada pela ONU como uma das melhores Legislações do gênero no mundo. A proteção da mulher é pregada mesmo que o agressor não seja o companheiro imediato. Pode ser contra qualquer ente que tenha um parentesco.

Casos de companheiros, sendo maridos, conviventes ou namorados, que matam a mulher não são raros, e mesmo em Lucas alguns casos já foram registrados. Nesta segunda-feira, 11 de janeiro, por volta das 13 horas, um casal conversava sobre a sua separação quando o marido teria agredido a esposa com socos em várias partes do corpo.

Depois das agressões, o homem teria deixado a casa, quando a mulher acionou a Polícia Militar. De acordo com a denunciante, o homem ainda teria feito ameaças contra sua vida, se o denunciasse. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde os procedimentos serão iniciados.

A Lei Maria da Penha prevê a adoção de medidas protetivas, que impedem a aproximação do agressor em relação à vítima. No caso do descumprimento, ele pode acabar preso. As autoridades orientam sempre que a denúncia pode impedir uma agressão com conseqüências mais graves.

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